Empreendedorismo informal: como mudar o cenário e formalizar seu negócio?
Você já ouviu falar sobre o empreendedorismo informal? Essa é a realidade de uma parcela expressiva dos profissionais brasileiros, que abrem seus próprios negócios, mas não se atentam para a formalização — seja por desconhecimento, desinteresse ou outro motivo.
Dados do Sebrae apontam que cerca de 20 milhões de brasileiros em 2025 viviam do empreendedorismo informal. Isso significa que 66% dos 30,4 milhões de empreendedores do país atuavam sem Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ).
Apesar de ser possível começar de maneira informal, a profissionalização traz benefícios para sua rotina, principalmente a longo prazo. Acompanhe a leitura para saber mais!
O que é e quais as desvantagens do empreendedorismo informal?
O empreendedorismo informal consiste na realização de atividades comerciais sem registro legal. É quando a pessoa vende produtos, presta serviços ou produz para o mercado sem CNPJ ou inscrição em órgãos públicos — portanto, fora das regras formais do país.
A informalidade é comum entre quem quer começar rápido, precisa de renda imediata ou ainda está testando uma ideia de negócio. Vendas por encomenda, prestação de serviços autônomos ou pequenos comércios caseiros são exemplos de atividades frequentemente feitas sem registro.
No entanto, apesar de atender a uma demanda real e movimentar a economia, a informalidade limita o crescimento. Afinal, o empreendedor não consegue emitir nota fiscal, acessar benefícios, contratar funcionários ou participar de editais e programas de crédito.
Perceba que isso cria barreiras para quem quer expandir e profissionalizar o trabalho. Ainda, o profissional fica mais vulnerável a riscos financeiros e legais, o que pode atrapalhar o desenvolvimento no longo prazo.
Por que vale a pena formalizar o seu negócio?
Formalizar o negócio transforma uma atividade informal em um empreendimento propriamente dito. Quando você abre um CNPJ, passa a ter presença oficial no mercado e pode atuar com mais segurança.
A formalização também facilita o acesso a crédito. Bancos e programas de incentivo, por exemplo, costumam exigir documentos e histórico financeiro, que só são possíveis de obter quando o negócio atua de forma regular.
Outro ponto importante é a credibilidade. Clientes e empresas tendem a confiar mais em quem emite nota fiscal, segue as regras do mercado e demonstra profissionalismo. Esse diferencial pode abrir portas para novos contratos e aumentar seu ticket médio.
Como é possível formalizar o seu negócio?
Formalizar o negócio é mais simples do que muita gente imagina. Primeiramente, você precisa fazer um planejamento financeiro para entender a sua situação no momento, os planos de crescimento e os enquadramentos disponíveis.
Para a maioria dos empreendedores iniciantes, a formalização como Microempreendedor Individual (MEI) é o caminho. Se a sua atividade estiver dentro das categorias permitidas, basta acessar o Portal do Empreendedor, preencher seus dados e gerar o CNPJ.
O processo é gratuito e inclui o registro na Receita Federal. Quem presta serviços normalmente precisa solicitar inscrição municipal para poder emitir nota fiscal. Já atividades de comércio ou indústria podem demandar inscrição estadual e outros procedimentos.
Para quem não pode ser MEI ou já está em um estágio maior de crescimento, é necessário registrar a empresa como Microempresa (ME). Nesse caso, o empreendedor deve fazer contrato social, escolher o regime tributário e formalizar a abertura na junta comercial.
Definido o tipo de empresa, o próximo passo é entender suas obrigações, como pagamento mensal dos tributos e emissão de notas. Ter apoio profissional de um contador costuma ser importante.
Como você acompanhou, sair do empreendedorismo informal é necessário para quem busca crescer com segurança, acessar novas oportunidades e atuar profissionalmente. Com organização, planejamento e o registro correto, você estrutura sua atuação e cria condições para crescer.
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